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23 OUT
21h00

MÚSICA SACRA PORTUGUESA DOS SÉCULOS XVIII E XIX

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AVRES SERVA

AVRES SERVA

Nuno Oliveira ÓRGÃO E DIRECÇÃO (Organo ad ala ’il Lusitano’, instrumento construído por Nicola Ferroni em 2017, com base em modelos históricos italianos)

Ana Paula Russo SOPRANO

Mariana Castello-Branco SOPRANO

António Lourenço Menezes CONTRATENOR

Frederico Projecto TENOR

Ulrike Slowik VIOLINO

André David Castro VIOLINO

Pedro Massarrão VIOLONCELO

Duncan Fox VIOLONE

Versos para órgão* ANTÓNIO FREITAS DA SILVA (fl. 1756-1782)

‘Pinguis est’, a due sopranni*

Recitativo e Ária ‘Non est cor’ JOSÉ MONTEIRO PEREIRA (fl. 1805-1825)

In Sabatho Sancto, Lectio 8ª FREI JERÓNIMO DA MADRE DE DEUS (1714/15-1768)
‘Et ideo novi testamenti’

‘Solfèges d’Italie’ [parte 4] – Duetto IX* DAVIDE PEREZ (1711-1778)

Responsório dos Reis ‘Reges Tharsis’*

Lisam Primeyra da 5ª Feira, POLICARPO JOSÉ ANTÓNIO DA SILVA (1745-1803)
a solo di soprano*

Salmo ‘Vota mea Domino reddam’* ANTÓNIO DA SILVA LEITE (1759-1833)

Duo de Nossa Sr.ª da Assumpção ‘Hodie Maria Virgo’
Ária sacra ‘Quis nobis’ *

Responsório dos Reis ‘Illuminare’* JOSÉ ANTÓNIO CARLOS DE SEIXAS (1704-1742)

* Primeira audição moderna

Trata-se de um programa de música sacra portuguesa dos séculos XVIII e XIX, parte dele apresentado em primeira audição moderna.

Dominada pela ópera e pela música sacra, a vida musical portuguesa da segunda metade do século XVIII sofreu fortes influências dos modelos napolitanos.

Enquanto no reinado de D. João V a absorção da cultura musical italiana se fez via Roma, no reinado de D. José I centrou-se em Nápoles, traduzindo-se na importação de música e músicos e no envio de jovens portugueses para se aperfeiçoarem nos conservatórios napolitanos. No campo da criação musical, as principais referências foram David Perez, ao serviço de D. José I desde 1752 até à sua morte, e Niccolò Jomelli. Com uma ação crucial na reforma da ópera e detentor de uma carreira brilhante e cosmopolita, Jomelli assinou um contrato com a corte portuguesa em 1769, no qual estava previsto o envio anual de uma ópera séria e de uma ópera cómica, assim como algumas peças religiosas. As suas relações com Portugal duraram apenas cinco anos, mas a interpretação das suas obras manteve-se ao longo do século. Num período de 13 anos cantaram-se nos teatros reais 20 óperas suas (três escritas expressamente para Lisboa) e quatro obras dramáticas de menores dimensões. A música sacra desenvolveu-se em Portugal ao longo de todo o século XIX, mas particularmente, nas primeiras décadas do século, dada a preferência que D. João VI teve por este género musical. E nesse âmbito, o órgão ocupou um lugar de destaque. Entre os principais cultores do género sacro estão os compositores, António Leal Moreira e Jerónimo Francisco de Lima (1743-1822), que no final de suas vidas se dedicaram preferencialmente à música sacra, e muito particularmente, Marcos Portugal. Dele merecem algum destaque as peças que compusera para os órgãos de Mafra (postos efetivamente a funcionar por D. João VI), e respetivas orquestrações, assim como o Oficio de Mortos (1812) para as exéquias do Infante D. Pedro Carlos, genro de D. João VI. No Brasil, onde compôs quase exclusivamente música sacra, é de referir a sua Missa de Requiem (1816), composta no falecimento de D. Maria I, e considerada uma das suas melhores obras no género. Apesar do crescente anticlericalismo que pautou o movimento liberal, a produção de música religiosa é ainda muito significativa no segundo quartel do século XIX, e por vezes associada a acontecimentos políticos.

O grupo fez a sua estreia em concerto no Festival Internacional de Música dos Capuchos e pretende abordar diversos períodos da história da música, com especial ênfase para a música dos séculos XVI a XVIII em interpretações historicamente informadas. Criado em 2015 por Nuno Oliveira, que tem a seu cargo a direção musical e a elaboração do repertório a apresentar, o grupo pretende juntar os cantores e instrumentistas necessários à execução das obras a que se propõe, sendo que todos eles colaboram regularmente com vários agrupamentos portugueses ou estrangeiros. Estreou-se em 2015 com Música Italiana para um Ofício de Vésperas no Ciclo de Música do Convento dos Capuchos. De entre os vários concertos realizados, salienta-se a participação nos Dias da Música 2018, tendo sido interpretadas as Cantatas BWV 35 e BWV 169 de Johann Sebastian Bach, numa primeira execução em Portugal com instrumentos, afinação e temperamento históricos. No ano de 2019, o grupo marcou presença na Temporada de Concertos da Capela do Palácio Ducal, em Vila Viçosa, e no Festival das Artes, em Coimbra.