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30 OUT
21h00

FRANCISCO DE SÁ NORONHA – 200 ANOS

01 concerto Ensemble MPMP 02 concerto Ensemble MPMP 03 concerto Ensemble MPMP 04 concerto Ensemble MPMP 05 concerto Ensemble MPMP

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ENSEMBLE MPMP

ENSEMBLE MPMP

Jan Wierzba DIRETOR MUSICAL

Duarte Pereira Martins PIANO

Philippe Marques PIANO

Cecília Rodrigues SOPRANO

Inês Lopes SOPRANO

Ana Ferro CONTRALTO

Rita Tavares CONTRALTO

Frederico Projecto TENOR

Jorge Leiria TENOR

André Baleiro BARÍTONO

Tiago Amado Gomes BARÍTONO

Missa em Lá, escrita expressamente para a festa de Coração de Maria, para coro e piano (1835) FRANCISCO DE SÁ NORONHA (1820-1881)

I. Kyrie [Andante]

II. Gloria [Allegro vivo]

III. Laudamus te [Andante]

IV. Gratias [Andantino]

V. Domine Deus [Andante]

VI. Qui tollis [Allegro]

VII. Quoniam [Allegro Magestoso]

VIII. Cum sancto spiritu [Andante – Allegro] Três Poemas de Eugénio de Andrade (2020) MIGUEL RESENDE BASTOS (1995-)*

Missa em Si bemol para coro e piano FRANCISCO DE SÁ NORONHA (1820-1881)

I. Kyrie [Andantino]

II. Gloria [Allegro]

III. Laudamus te [Andante]

IV. Gratias [Andantino]

V. Domine Deus [Allegro – Andantino]

VI. Qui tollis [Allegro – Andante]

VII. Quoniam [Allegro Moderato]

VIII. Cum sancto spiritu [Adagio – Allegro]

* estreia absoluta

Este programa, realizado com um total de dez músicos em palco (oito cantores, um pianista e um maestro), centra-se na descoberta de Francisco de Sá Noronha (1820-1881), certamente um dos mais importantes vultos no panorama musical luso-brasileiro do século XIX, que granjeou à época uma notável consideração como violinista e compositor. Nascido em Viana do Castelo, passou a sua infância em Guimarães, tendo ficado órfão com apenas 15 anos. A sua partida para o Brasil levou-o a granjear uma notável consideração enquanto violinista, tendo atuado, além do território brasileiro, também em Nova Iorque e Filadélfia.

Regressa à Europa em 1850, passando primeiramente por Londres antes de se estabelecer definitivamente em Lisboa em 1854, onde é nomeado diretor do Teatro da Rua dos Condes. É a partir dessa data que se destacam as suas composições dramáticas, tendo feito estrear mais de duas centenas de espetáculos de ópera e teatro musical. A sua formação violinística é a base para um importante legado composicional para o instrumento, composto por cerca de uma dezena de obras para violino e piano. Embora menos presente no conjunto da sua obra, são conhecidas três partituras de cariz sacro: um Miserere composto na sua juventude e duas missas, ambas com a invulgar instrumentação de vozes com piano.

Abre-se igualmente espaço no programa para a estreia absoluta de uma nova obra para esta formação, encomendada pelo MPMP no contexto da residência artística do Prémio Musa 2020, cujo compositor galardoado foi Miguel Resende Bastos com ‘Um Adeus aos Deuses’ sobre Rúben A., no contexto do seu centenário. A obra a estrear partirá de poema a definir segundo diálogo estético-conceptual com o restante alinhamento, simultaneamente celebrando duas efemérides hoje pouco celebradas no quotidiano patrimonial português.

O Ensemble MPMP é um grupo de instrumentação flexível que tem desenvolvido, desde 2012, um trabalho de proximidade com musicólogos e compositores com vista à redescoberta de património passado e à valorização de repertórios contemporâneos. Tem-se apresentado no Festival Prémio Jovens Músicos (Centro Cultural de Belém, em 2013, e Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em 2015) e no Festival de São Roque (2013, 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019), tendo estreado modernamente obras de Marcos Portugal (1762-1830), João José Baldi (1770-1816), D. Pedro IV (1798-1834), Joaquim Casimiro Júnior (1808-1862), Francisco Norberto dos Santos Pinto (1815-1860), Francisco de Freitas Gazul (1842- 1925) e Augusto Machado (1845-1924). Em Março de 2014 o duo de piano a quatro mãos e o quarteto d’arcos do Ensemble MPMP apresentaram-se no Brasil (Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro) no âmbito da digressão Música portuguesa em viagem, no contexto da qual gravou um programa exclusivo de 50 minutos para a TV Brasil.

Em 2015 levou à cena as óperas O cavaleiro das mãos irresistíveis e Cai uma rosa…, respetivamente de Ruy Coelho (1889-1986) e de Daniel Moreira (1983-), nos Teatros Municipais de Almada e do Porto. Concebeu os projetos Latitudes, um ciclo que teve como principal objetivo a interpretação de autores portugueses vivos de diversas origens, experiências, locais e escolas, e Música portátil, ciclo dedicado à divulgação de obras de câmara de diversos períodos e incluindo sempre estreias absolutas de jovens compositores. Com a participação especial da pianista Ana Telles, apresentou o concerto de lançamento de um CD integralmente dedicado a obras de João Pedro Oliveira (Mosaic, ed. MPMP). Participou no Festival Dias da Música 2017 (Centro Cultural de Belém), apresentando o Requiem à memória de Camões de João Domingos Bomtempo, evento que foi transmitido televisivamente pela RTP. Conta igualmente com quatro participações discográficas, gravando pela primeira vez obras de Fernando Lopes-Graça, Ruy Coelho e Eurico Carrapatoso, entre outros.