Slide MEDIA EDIÇÃO 2020 OUVIDOS PARA A MÚSICA EDIÇÕES ANTERIORES CONTACTOS close 213 235 740 tmsr@scml.pt MENU

PARTILHE

25 OUT
16H30

NA SENDA DOS JESUÍTAS: PARIS – LISBOA – GOA – NAGASÁQUI: DIÁLOGOS ENTRE MÚSICA BARROCA, MÚSICA CONTEMPORÂNEA E MÚSICA ASIÁTICA

01 Ludovice Ensemble 02 Ludovice Ensemble 03 Ludovice Ensemble 04 Ludovice Ensemble 05 Ludovice Ensemble

PLAY close

LUDOVICE ENSEMBLE

LUDOVICE ENSEMBLE

Fernando Miguel Jalôto DIRETOR MUSICAL; CRAVO

Eduarda Melo SOPRANO

Orlanda Velez Isidro SOPRANO

Joana Amorim TRAVERSO; FLAUTA DE BISEL; BANSURI

César Viana FLAUTA DE BISEL; SHAKUHACHI

Sofia Diniz VIOLA DE GAMBA

Vasco Negreiros TAMBURA

Cântico em honra de São Francisco Xavier: Prelúdio & Vidi angelum volantem MARC-ANTOINE CHARPENTIER (1643-1704)

Salve Regina dos Jesuítas MARC-ANTOINE CHARPENTIER

Prélude & Marche Tartare MARIN MARAIS (1656-1728)

Alap sobre a raga Bhairav (“o Destemido”) – Tradicional Indiana ANÓNIMO INDIANO

Como a gota de orvalho na flor de lótus VASCO NEGREIROS (1965)
(sobre poesia de Kashmendra [séc.XI] e o Intróito gregoriano para a Festa de S. Francisco Xavier; na raga Bheirav)
Encomenda do Ludovice Ensemble para a 32ª Temporada Música em São Roque

Terceira Lamentação para Sexta-Feira Santa H.95 MARC-ANTOINE CHARPENTIER (1643-1704)

Moteto para São Francisco de Borgia: Beatus vir qui inventus est H.354 MARC-ANTOINE CHARPENTIER

Air pour les Pagodes & Entrée de Chinois (Extractos de ‘Les Paladins’ – 1760) JEAN-PHILIPPE RAMEAU (1683-1764) / TRANSCRIÇÃO DE F. MIGUEL JALÔTO

O tempo do leque – três madrigais japoneses (sobre poemas do século XVI) CÉSAR VIANA (1963)
1- O rouxinol
2- Sentado nas folhas
3- O luar já beija os campos
Encomenda do Ludovice Ensemble para a 32ª Temporada Música em São Roque

Honkyoku: Shika no Tone (“Chamamento longínquo de um veado”) TRADICIONAL JAPONESA

Miserere (Ps.50) H.157 MARC-ANTOINE CHARPENTIER

No contexto das atuais controvérsias sobre as diferentes visões da História e do seu papel modelador da Humanidade, todos concordámos que um dos caminhos mais seguros é fazer dialogar o passado com o presente, e o Ocidente com o Oriente, pois só de um encontro assente no respeito e no entendimento, e através da mediação do Belo, é que se podem construir laços fortes e pontes duradouras. A ação missionária jesuíta dos séculos XVI e XVII com tudo o que teve de magnífico, heroico e inspirador, levou consigo também sementes de incompreensão e discórdia, mesmo que não propositadamente. Hoje cabe-nos a nós completar a sua missão, inspirando-nos no seu exemplo de adaptabilidade e abertura ao “Outro”, e através da beleza da música, absorver esses exemplos e integrá-los na nossa própria cultura. Este programa do Ludovice Ensemble, criado especialmente para o Museu de S. Roque, marco incontornável da presença jesuítica em Portugal e no mundo português, é um concerto baseado no diálogo e no respeito aspira à (re)construção de memórias. Porque quer a música dita “Antiga” quer a dita “Contemporânea” são feitas no aqui e no agora, por pessoas vivas, que sentem e pensam no século XXI. Por muito que saibam e reflitam sobre o passado, o seu propósito é despertar sentimentos e transmitir emoções, e não apresentar uma exposição de objetos inertes e estagnados, como também um museu não deve ser. O objetivo deste projecto é claro: primeiro, fazer dialogar as obras de Charpentier, o “compositor dos Jesuítas” por excelência do período barroco, através do qual são evocadas as memórias de S. Francisco Xavier e S. Francisco de Borja, com a música erudita da Índia e do Japão, e as suas tradições milenares. Em segundo lugar pretende-se fazer dialogar a música barroca, os instrumentos e técnicas do passado, com a criação musical contemporânea, as suas linguagens inovadores, experiências e desafios técnicos. Em terceiro lugar, estender esse diálogo ao público: confrontá-lo com diferentes realidades culturais e estéticas: as do seu próprio passado, e o das outras culturas – que, na sua essência, são indissociáveis do Portugal moderno. E com isto ajudar a iluminar o presente, contribuindo para a construção de uma nova identidade, assente na pluralidade das ideais, na abertura dos horizontes, no respeito pela diferença, e na partilha da Beleza.

O Ludovice Ensemble é um grupo especializado na interpretação de Música Antiga, sediado em Lisboa, e criado em 2004 por Fernando Miguel Jalôto e Joana Amorim, com o objetivo de divulgar o repertório de câmara vocal e instrumental dos séculos XVII e XVIII através de interpretações historicamente informadas e usando instrumentos antigos. O nome do grupo homenageia o arquiteto e ourives alemão Johann Friedrich Ludwig (1673-1752) conhecido em Portugal como Ludovice. O grupo trabalha regularmente com os melhores intérpretes portugueses especializados, e também como prestigiados artistas estrangeiros. O Ludovice Ensemble apresentou-se em Portugal nos principais festivais nacionais: Cistermúsica de Alcobaça, Terras sem Sombra no Baixo Alentejo, Festivais de Outono de Aveiro, Festival In Spiritum e o Ciclo de Música de Câmara do Palácio da Bolsa no Porto, Festival Internacional de Polifonia Portuguesa em Braga e Famalicão, Música em S. Roque de Lisboa, Encontros de Música Antiga de Loulé, Festival de Órgão da Madeira, Festival de Leiria, e Sons de Almada Velha, mas também em Viana do Castelo, Gaia, Óbidos, Castelo Branco, Évora, Almodôvar, Lagos ou Tavira. É uma presença regular nas duas principais salas de Lisboa: o CCB e a Fundação Gulbenkian e foi o grupo escolhido para representar Portugal no encontro do Réseau Européen de Musique Ancienne / REMA em 2011 na Casa da Música. Apresentou-se no estrangeiro no festival Laus Polyphoniae na Bélgica (AMUZ, Antuérpia), no festival Oude Muziek de Utrecht (Países Baixos); nos festivais de La Chaise-Dieu, Musiques en Vivarais-Lignon, e Festes Baroques de Bordéus (França); no festival de Música Barroca de Praga (República Checa); no Festival Felicja Blumental de Tel-Aviv e na Universidade Mórmon de Jerusalém (Israel); nos festivais Camiños de Santiago de Jaca, nos festivais de música antiga de Aranjuez, Daroca, Peñíscola, no Ciclo de las Artes de Lugo, no Febrero Lirico do Real Coliseo Carlos III de San Lorenzo del Escorial, na Semana de Musica Antigua de Vitoria- Gasteiz (Espanha) e no Festival Ibérico de Badajoz.