Capella de S. Vicente
/ 19h30
/ Igreja de São Roque
Direção musical / Pedro Rodrigues
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Veni Creator Spiritus: três cenas do Espírito Santo *
* Estreia absoluta
Percurso por seis séculos de música litúrgica em Portugal, inspirado nas cenas da Anunciação, Baptismo e Pentecostes da Capela de São João Batista. Das obras renascentistas às criações contemporâneas, o concerto celebra o diálogo entre património, fé e criação musical.
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I. Anunciação
Estevão Lopes Morago (1575-1630)
Veni Creator Spiritus
(alternado com cantochão Veni Creator Spiritus)Duarte Lobo (c. 1564/69-1646)
Magnificat Octavii Toni
(alternado com cantochão Magnificat do oitavo tom)António Filipe Pimentel
A Capela de São João Baptista e a Basílica Patriarcal
(comentário histórico)II. Baptismo
Tomás Luis de Victoria (1548-1611)
Veni Creator Spiritus
(alternado com cantochão Veni Creator Spiritus)João Rodrigues Esteves (1699-1751)
O Magnum Mysterium a 8Rui Vieira Nery
A teatralidade na música sacra joanina
(comentário musicológico)III. Pentecostes
João Vaz (n. 1963)
Confirma hoc Deus
(Antífonas de Ofertório para São Roque)Pedro Rodrigues (n. 1985)
Veni Creator Spiritus
(Hino de Pentecostes para São Roque)
(alternado com canto gregoriano Veni Creator Spiritus) -
- Pedro Rodrigues | Direção musical
- Capella de S. Vicente | Coro
- João Vaz | Órgão
- Ana Raquel Pinheiro | Violoncelo barroco
- Marta Vicente | Violone
- Rui Vieira Nery | Musicólogo
- António Filipe Pimentel | Historiador
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Inspirado nas cenas da Anunciação, Baptismo e Pentecostes representadas na Capela de São João Baptista, este programa estabelece um percurso através de três épocas da Igreja de São Roque: os séculos XVI e XVII, associados à fundação do templo; o século XVIII, período da construção da Capela de São João Baptista por iniciativa de D. João V; e a contemporaneidade, representada por novas obras compostas para este espaço litúrgico e patrimonial.
A primeira secção centra-se na Anunciação e na música portuguesa do final do Renascimento, tendo como núcleo o Magnificat de Duarte Lobo. A segunda aborda o Baptismo de Cristo e o esplendor musical do período joanino através de obras de Tomás Luis de Victoria e João Rodrigues Esteves. A terceira evoca a Festa do Pentecostes e apresenta composições dos séculos XX e XXI, incluindo obras criadas especificamente para a Igreja de São Roque.
O Espírito Santo constitui o elemento unificador do programa, simbolicamente representado pelas diferentes versões do hino Veni Creator Spiritus, executadas em linguagens musicais de épocas distintas. O canto gregoriano funciona igualmente como elo de ligação entre os vários momentos históricos e espirituais do concerto.
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Criada em 2021, a Capella de S. Vicente é uma ramificação da Capella Patriarchal, agrupamento dedicado à valorização e divulgação da música sacra portuguesa. O conjunto desenvolve um trabalho centrado na investigação de fontes musicais históricas e na interpretação historicamente informada, beneficiando da experiência artística e musicológica dos seus diretores João Vaz e Pedro Rodrigues.
A presença do órgão na sua formação permite abordar repertórios de diferentes épocas, desde a polifonia acompanhada até à música litúrgica mais recente, mantendo uma estreita ligação ao património musical e religioso português.
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Formado inicialmente no Instituto Gregoriano de Lisboa, Pedro Rodrigues é licenciado em Direção Coral e Formação Musical pela Escola Superior de Música de Lisboa e estudou Direção de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra. Foi maestro titular da Schola Cantorum da Basílica da Estrela e docente em diversas instituições de ensino musical. Atualmente é diretor musical da Schola Cantorum da Catedral de Santarém, membro do Coro Gulbenkian e fundador da Capella de S. Vicente.
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Diplomado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa e doutorado pela Universidade de Évora, João Vaz é reconhecido internacionalmente como intérprete, investigador e especialista na música portuguesa para órgão. Fundador da Capella Patriarchal, dirige importantes festivais e ciclos de órgãos históricos em Portugal, desenvolvendo simultaneamente atividade docente, discográfica e musicológica. Em 2017 foi distinguido com a Medalha de Honra do Município de Mafra.
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Ana Raquel Pinheiro desenvolve uma destacada atividade pedagógica e artística no domínio do violoncelo moderno e barroco. Estudou em Portugal e Itália com alguns dos mais importantes especialistas da área e colaborou com agrupamentos como Divino Sospiro, Músicos do Tejo, Orquestra Gulbenkian e Orquestra Metropolitana de Lisboa. Tem gravado regularmente para editoras internacionais e é membro do Quarteto Arabesco.
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Marta Vicente iniciou os seus estudos na Fundação Musical dos Amigos das Crianças e desenvolve uma carreira ligada tanto ao repertório sinfónico como à música antiga. Colaborou com agrupamentos como Ars Antiqua, Capela Real, Sete Lágrimas e Divino Sospiro, apresentando-se regularmente em Portugal e no estrangeiro sob a direção de alguns dos mais importantes especialistas da interpretação historicamente informada.