Ensemble Bonne Corde
/ 17h30
/ Museu Nacional da Música
Direção musical / Diana Vinagre
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Um concerto para Maria Bárbara
O Stradivarius «Chevillard – Rei de Portugal» regressa a Mafra para um concerto dedicado a D. Maria Bárbara de Bragança. Uma homenagem à música e a uma das mais notáveis mecenas do século XVIII.
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Alessandro Scarlatti (1660-1725)
Sonata I em Ré menor para violoncelo e baixo contínuoFrancesco Supriani (1678-1753)
Tocata decima em Ré menor para violoncelo soloGiacomo Facco (1676-1753)
Sinfonia I em Ré menor para violoncelo solo e baixo contínuoGiovanni Bononcini (1670-1747)
Sonata em Lá menor para violoncelo e baixo contínuoDomenico Scarlatti (1685-1757)
Sonata em Sol menor, K. 234Salvatore Lanzetti (1710-1780)
de Pièces pour le violoncelle
Grave – Allegro – AffettuosoNicola Porpora (1686-1768)
Sonata em Fá maior para violoncelo e baixo contínuoSantiago de Murcia (1673-1739)
Fandango para tiorba soloDomingo Porretti (c. 1709-1783)
Sonata em Sol maior para violoncelo e baixo contínuoGiovanni Battista Pergolesi (1710-1736)
Sinfonia em Fá maior para violoncelo solo -
- Diana Vinagre | Direção artística e violoncelo barroco
- Josep Maria Martí Duran | Tiorba e guitarra barroca
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Maria Bárbara de Bragança (1711-1758), infanta de Portugal e futura rainha de Espanha, foi uma das mais importantes mecenas musicais da Península Ibérica do século XVIII. Aluna de Domenico Scarlatti desde a sua juventude na corte lisboeta e próxima de figuras como Farinelli, reuniu uma das mais relevantes bibliotecas musicais do seu tempo, onde predominava o repertório italiano, em especial o de origem napolitana.
Ao longo da primeira metade do século XVIII, Nápoles afirmou-se como um dos principais centros europeus para o desenvolvimento do violoncelo. Foi através dos intérpretes e compositores da escola napolitana que se difundiram por toda a Europa novos repertórios, técnicas instrumentais e abordagens expressivas que moldaram a história do instrumento.
Partindo deste contexto histórico, o programa propõe uma viagem pelo universo musical napolitano que rodeou Maria Bárbara de Bragança. Embora a sua biblioteca não inclua repertório para violoncelo solo, as obras aqui apresentadas evocam o ambiente artístico e musical que certamente fez parte do imaginário da monarca, reunindo alguns dos mais importantes compositores italianos da época e revelando a riqueza do repertório para violoncelo no barroco tardio.
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O Ensemble Bonne Corde é um agrupamento de música antiga dedicado ao repertório do século XVIII, com especial enfoque na música para violoncelo e na recuperação do património musical português. Fundado pela violoncelista Diana Vinagre, reúne intérpretes especializados em práticas historicamente informadas e desenvolve um trabalho contínuo de investigação, edição e divulgação de repertório inédito.
Nos últimos anos destacou-se pela recuperação de obras portuguesas e europeias pouco conhecidas, bem como pela gravação de repertório inédito para editoras internacionais. Entre os seus projetos mais relevantes contam-se as gravações das Lamentações para a Semana Santa de Jean-Henri Fiocco e dos Concerti Grossi de António Pereira da Costa. O ensemble apresenta-se regularmente em festivais e salas de espetáculo em Portugal e no estrangeiro e colabora com instituições dedicadas à valorização do património musical histórico.
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Após concluir os seus estudos na Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa, Diana Vinagre especializou-se em interpretação historicamente informada no Conservatório Real de Haia, onde obteve os graus de Licenciatura e Mestrado em Práticas Históricas de Interpretação sob orientação de Jaap ter Linden.
Integrou a Orquestra Barroca da União Europeia e colaborou com agrupamentos internacionais de referência como Orchestra of the 18th Century, Cappella Mediterranea, L’Arpeggiata, Amsterdam Baroque Orchestra, Le Cercle de l’Harmonie, B’Rock, Irish Baroque Orchestra, Holland Baroque, Al Ayre Español e Divino Sospiro.
Trabalhou com músicos como Ton Koopman, René Jacobs, Christina Pluhar, Leonardo García Alarcón, Chiara Banchini, Lars Ulrik Mortensen e Enrico Onofri. Em 2010 fundou o Ensemble Bonne Corde, desenvolvendo um trabalho especializado no repertório para violoncelo do século XVIII e na recuperação de música portuguesa. Atualmente conclui um doutoramento dedicado ao estudo do violoncelo na música sacra portuguesa.
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Josep Maria Martí Duran concluiu o Curso Superior de Guitarra no Conservatório Superior de Música de Barcelona e aprofundou os seus estudos através de diversas masterclasses com alguns dos mais destacados intérpretes internacionais.
Especializou-se posteriormente em instrumentos históricos de corda dedilhada na Escola Superior de Música da Catalunha (ESMUC), estudando tiorba, alaúde e guitarra barroca. Desenvolve uma intensa atividade internacional como intérprete de música antiga.
Colabora regularmente com agrupamentos de prestígio como Hespèrion XXI, Le Concert des Nations, L’Arpeggiata, Les Sacqueboutiers de Toulouse, Café Zimmermann, Aljama, Vespres d’Arnadí e Ars Iberica, afirmando-se como um dos mais reconhecidos intérpretes ibéricos do repertório para instrumentos históricos de corda dedilhada.