Camerata Atlântica
/ 16h00
/ Convento de São Pedro de Alcântara
Direção musical / Ana Beatriz Manzanilla
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Carlos Seixas concertante *
* Estreia absoluta
Carlos Seixas e Domenico Scarlatti reencontram-se num programa que cruza a música da corte de D. João V com o presente. Incluí os concertos para cravo de Seixas e duas estreias absolutas de Sérgio Azevedo.
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Carlos Seixas (1704-1742)
Sinfonia em Si bemol MaiorCarlos Seixas (1704-1742)
Concerto para Cravo em Sol MenorDomenico Scarlatti (1685-1757) / Sérgio Azevedo (1968)
Piccola Sinfonia Scarlattiana, para orquestra de cordasCarlos Seixas (1704-1742)
Concerto para Cravo em Lá MaiorCarlos Seixas (1704-1742) / Sérgio Azevedo (1968)
Seixiana, para cravo e cordas -
- Ana Beatriz Manzanilla | Direção Musical
- José Carlos Araújo | Solista
- Sérgio Azevedo | Compositor e comentador
Orquestra:
- João Vieira de Andrade
- Félix Duarte
- Francisca Fins
- Sandra Escovar
- Tomás Costa
- Pedro Saglimbeni Muñoz
- Bárbara Pires
- Fernando Costa
- Jeremy Lake
- Marine Triolet
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A 29 de novembro de 1719 chegou a Lisboa o compositor italiano Domenico Scarlatti para assumir funções na corte de D. João V. A sua presença marcou profundamente a vida musical portuguesa e, em particular, o percurso de Carlos Seixas, um dos mais notáveis compositores portugueses do século XVIII. Apesar da admirada relação entre ambos, Seixas desenvolveu uma linguagem própria, frequentemente descrita como mais intimista, melancólica e profundamente ligada à sensibilidade portuguesa.
Este programa reúne praticamente toda a produção orquestral e concertante de Seixas que chegou até aos nossos dias: a Sinfonia em Si bemol Maior e os dois Concertos para Cravo. Estas obras testemunham a relevância de Seixas no panorama musical europeu do seu tempo e a singularidade da sua escrita para tecla e orquestra.
Ao lado das obras históricas surgem duas criações de Sérgio Azevedo, compositor natural de Coimbra, tal como Seixas. Inspirando-se em sonatas de Carlos Seixas e Domenico Scarlatti, Azevedo recria e orquestra esse material em duas novas obras: Piccola Sinfonia Scarlattiana e Seixiana. Apresentadas em estreia absoluta, estas peças estabelecem uma ponte entre os séculos XVIII e XXI, demonstrando a atualidade e vitalidade do património musical português.
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A Camerata Atlântica é um projeto musical idealizado pela violinista Ana Beatriz Manzanilla, sua diretora artística. Com um núcleo de instrumentistas profissionais de cordas, adapta-se a diferentes formações consoante o repertório, mantendo uma atividade artística versátil e regular. Desde o concerto inaugural, em 2013, tem-se apresentado em importantes salas e festivais em Portugal e no estrangeiro, incluindo o Centro Cultural de Belém, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Teatro Nacional de São Carlos.
O agrupamento participou em diversas produções operáticas, colaborou com solistas de renome internacional e desenvolve uma intensa atividade pedagógica através de masterclasses e projetos de formação para jovens músicos. A sua discografia inclui os álbuns Fuga para a América Latina, Bows Up! e(En)Cantos e (An)Danças. A Camerata Atlântica tem ainda desempenhado um papel relevante na divulgação da música portuguesa através da interpretação, gravação e estreia de obras de compositores nacionais.
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Violinista venezuelana, Ana Beatriz Manzanilla integra a Orquestra Gulbenkian desde 1996. Fundadora e diretora artística da Camerata Atlântica, é também professora na Escola Superior de Música de Lisboa. Tem desenvolvido uma intensa atividade pedagógica em Portugal, destacando-se a criação do Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa e a colaboração com diversas instituições de formação musical.
Desde 2018 dirige o Ciclo Jovens Talentos e o Festival de Música Fernando Mascarenhas, no Palácio Fronteira. Foi distinguida em 2019 com o Prémio Relevância na Comunidade, na área das Artes. A sua carreira internacional inclui colaborações com a Orquestra Filarmónica de Munique, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e diversas orquestras na Europa e na América Latina. Gravou vários CDs, destacando-se projetos com a Camerata Atlântica para a editora Naxos.
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Apontado como «um dos mais importantes intérpretes portugueses da atualidade», José Carlos Araújo nasceu em Lisboa, onde estudou cravo, órgão e interpretação de música antiga. Dedica-se sobretudo ao repertório ibérico para tecla dos séculos XVI a XVIII em instrumentos originais. Gravou mais de uma dezena de CDs para editoras nacionais e internacionais e colabora regularmente com algumas das mais relevantes instituições culturais portuguesas. Licenciado em Letras e em Direito pela Universidade de Lisboa, publicou ainda diversos estudos nas áreas da Filologia Clássica e da Literatura Comparada.
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Compositor português contemporâneo, Sérgio Azevedo é uma das figuras mais destacadas da criação musical portuguesa atual. Neste programa apresenta duas obras inspiradas no universo musical de Carlos Seixas e Domenico Scarlatti: Piccola Sinfonia Scarlattiana e Seixiana, ambas em estreia absoluta. Participará igualmente na contextualização do concerto através de comentários sobre as obras apresentadas.