Americantiga Ensemble & Nova Era Vocal Ensemble
/ 19h30
/ Igreja de São Roque
Direção musical / Ricardo Bernardes e João Barros
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De Roma para Lisboa, com esplendor *
* Estreia moderna
Programa de grande esplendor barroco que reúne repertório policoral romano e português para vários coros e baixo contínuo. Inclui a estreia moderna de uma obra de Niccolò Jommelli e composições de autores portugueses formados em Itália, revelando as ligações entre Roma e Lisboa no século XVIII.
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João Rodrigues Esteves (1699-1751), Missa a 8 vozes e baixo contínuo: Kyrie e Gloria
Jerónimo Francisco de Lima (1743-1822), Joannis Baptista arguebat Herodem, moteto a 4 vozes para a Festa da Degolação de São João Baptista (estreia moderna)
João Rodrigues Esteves (1699-1751), Missa a 8 vozes e baixo contínuo: Credo, Sanctus e Agnus Dei
Niccolò Jommelli (1714-1774), Laudate Pueri Dominum (c. 1750), para 16 vozes e baixo contínuo (estreia moderna)
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- Ricardo Bernardes e João Barros | Direção Musical
- António Jorge Marques | Musicólogo
- Giorgio Monari | Musicólogo
Solistas:
- Mariana Castello-Branco | Soprano
- Arthur Filemon | Contratenor
- Frederico Projecto | Tenor
- Hugo Oliveira | Barítono
Coro:
- Maria Grilo
- Laura Alves
- Clara Martinez
- Catarina Martins
- Markéta Chumova
- Estrela Martinho
- Rita Meireles
- Amelie Peters
- João Bacharel
- Gustavo Luz
- Tiago Caldas
- Miguel Líbano Monteiro
- João Chaves
- Tiago Saad
- Tomás Rodrigues
- Samuel Rauch
Orquestra:
- Sérgio Silva
- Pedro Massarrão
- Mariana Santos
- Duncan Fox
- Rui Paiva
- Ana Raquel Pinheiro
- Lurdes Carneiro
- Helena Raposo
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O concerto propõe uma leitura histórica e espacial da música como arquitetura sonora, reunindo repertório policoral a dois e quatro coros com baixo contínuo, representativo do barroco monumental romano e português. O programa estabelece um diálogo entre a Capela de São João Batista, na Igreja de São Roque, e a música concebida para os grandes espaços litúrgicos que marcaram a cultura artística romana e portuguesa do século XVIII.
No centro do programa encontra-se a estreia moderna do *Laudate pueri Dominum* a 16 vozes e baixo contínuo de Niccolò Jommelli (1714–1774), acompanhada por obras de compositores portugueses bolseiros em Roma e Nápoles no século XVIII, entre os quais João Rodrigues Esteves (1699–1751) e Jerónimo Francisco de Lima (1743–1822), evidenciando a intensa circulação de modelos artísticos entre Roma e Lisboa.
Descoberta em 2003 na Biblioteca Nacional de Lisboa, a monumental obra de Jommelli permaneceu de autoria desconhecida até ser atribuída ao compositor pelo musicólogo António Jorge Marques, através de estudos caligráficos comparativos. Composta para a Basílica de São Pedro, em Roma, em 1750, constitui a primeira obra conhecida de Jommelli destinada àquele espaço. Presume-se que o manuscrito autógrafo tenha chegado a Portugal após a morte do compositor, enviado pelas suas irmãs ao rei D. José I. A obra foi objeto de edição crítica e estudo publicados com o apoio da Biblioteca Nacional de Portugal e da Fondazione Ruspoli, de Roma, instituição que também apoia este concerto.
Interpretado pelo Americantiga Ensemble e pelo Nova Era Vocal Ensemble, sob a direção de Ricardo Bernardes, o concerto decorrerá na Igreja de São Roque, em estreita relação com a Capela de São João Batista, a mais significativa realização artística do programa joanino de D. João V. A disposição espacial de cantores e instrumentistas explorará a acústica do templo e recriará a experiência sonora da prática policoral para a qual este repertório foi concebido.
Mais do que um concerto, este projeto propõe a recriação de um espaço histórico-sonoro onde música e arquitetura convergem numa mesma linguagem estética, evocando a magnificência do barroco romano e a sua singular projeção em Portugal.
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O Americantiga Ensemble foi fundado por Ricardo Bernardes e é especializado na interpretação do repertório português, brasileiro, hispano-americano e italiano dos séculos XVII ao início do século XIX. A sua discografia inclui sete CDs e um DVD dedicados ao património musical luso-brasileiro dos séculos XVIII e XIX.
Desde a sua fundação, apresentou-se em importantes salas e festivais de Portugal, Brasil, Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Bolívia, França, Espanha, Itália e Croácia. Em 2023 participou nas comemorações do bicentenário da Independência do Brasil com um concerto na Igreja de São Roque, em Lisboa. Em 2025 assinalou o seu trigésimo aniversário com concertos integrados na Temporada Cruzada Brasil-França e atuações em Roma, prosseguindo colaborações internacionais de relevo.
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O Nova Era Vocal Ensemble foi fundado em 2018 por João Barros, seu diretor artístico e maestro titular. Desde então, tem colaborado com maestros de renome internacional e estabelecido parcerias regulares com agrupamentos como o Americantiga Ensemble, o Divino Sospiro e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
O ensemble distinguiu-se pela promoção da música coral contemporânea, tendo estreado mais de cinquenta obras de compositores portugueses e estrangeiros. Entre os projetos recentes destacam-se interpretações de obras de Johann Sebastian Bach, Sergei Rachmaninoff, Jean-Baptiste Lully, Caroline Shaw e Moritz von Oswald. É igualmente responsável pela organização da Lisbon Choral Conducting Masterclass, iniciativa que reúne regularmente alguns dos mais prestigiados maestros e pedagogos da atualidade
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Maestro e musicólogo de projeção internacional, Ricardo Bernardes é reconhecido pelo seu trabalho na área da interpretação historicamente informada. Fundador e diretor artístico do Americantiga Ensemble, desenvolve uma intensa atividade de investigação, direção e gravação de repertório luso-brasileiro dos séculos XVIII e XIX. Dirigiu numerosas formações na Europa e nas Américas e é atualmente diretor artístico dos Encontros Internacionais de Música da Casa de Mateus e da Orquestra Barroca de Mateus.
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Mestre em Direção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa, João Barros fundou o Nova Era Vocal Ensemble em 2018. Tem desenvolvido uma relevante atividade artística como maestro, pedagogo e promotor de projetos corais, colaborando com diversas instituições e agrupamentos nacionais. Foi semifinalista do Eric Ericson Award e integra regularmente projetos internacionais ligados à direção coral.
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Especializada no repertório barroco, Mariana Castello-Branco desenvolveu a sua formação entre Portugal e a Bélgica. Tem colaborado com agrupamentos como Scherzi Musicali, Músicos do Tejo, Divino Sospiro, Americantiga Ensemble e Orquestra Barroca de Mateus, apresentando-se regularmente em concertos, ópera e música sacra.
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Contratenor luso-brasileiro especializado nos repertórios barroco e renascentista. Formado na Escola Superior de Música de Lisboa, colabora regularmente com agrupamentos de referência dedicados à música antiga, destacando-se pela participação em projetos de recuperação e divulgação de repertório histórico.
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Tenor, maestro e pedagogo, é licenciado em Direção Coral e Formação Musical pela Escola Superior de Música de Lisboa. Desenvolve atividade regular como cantor solista e coralista em importantes agrupamentos nacionais e internacionais, conciliando a interpretação vocal com a direção coral e orquestral.
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Barítono português com uma destacada carreira internacional na ópera, música sacra e repertório barroco. Atuou em salas e festivais de referência europeus, colaborando com maestros como René Jacobs, Ton Koopman, Jordi Savall e Paul McCreesh. É particularmente reconhecido pelas suas interpretações do repertório bachiano e barroco.